Alguns mitos e verdades sobre prevenção de perdas

por Marcelo Tavares 28-04-2016 11:36
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O que é mito  e o que é verdade na Prevenção de Perdas no varejo?

Você, varejista, sabe exatamente quando perde com erros operacionais e administrativos, furtos internos e externos, falta de controle nos inventários, etc? E o que tem feito para combater essas perdas? Anualmente, o varejo brasileiro perde milhões de reais. A 15ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro, elaborada pelo Ibevar em parceria com o Provar, aponta que as perdas totalizaram 2,89% do faturamento líquido das empresas varejistas do Brasil em 2014. Desde 2002, quando o estudo começou a ser desenvolvido, esse é o maior índice registrado no país. Em 2013, ele já havia atingido o ápice de 2,31%.

A boa notícia é que o varejista pode, e principalmente deve, reduzir as suas perdas. Mas como? Conheça alguns mitos e verdades que auxiliam para saber se você, lojista, está no caminho certo ou errado em prevenção de perdas.

1 - Prevenção de Perdas não se traduz em rentabilidade para a empresa

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Todo negócio, até por uma questão de sobrevivência, deve ser rentável. Quando falamos do negócio "varejo", como qualquer outro, essa rentabilidade somente é obtida através de estratégias bem definidas e aplicadas, aliadas à implantação de uma ampla gama de controles eficazes. É óbvio que compõe ainda o rol de quesitos necessários ao sucesso empresarial uma série de outros fatores mas, que podemos simplesmente resumí-los em ganhos e perdas. Nesse sentido, sempre há de se buscar maiores ganhos e menores perdas e, é exatamente aqui que se traduz o grande desafio da área de prevenção de perdas. Através de políticas, estratégias e controles é que se pode equacionar tudo aquilo que possa interferir negativamente no resultado do negócio.

 
 
 
 

 

2 – Basta reforçar o quadro de segurança para se controlar as perdas

Mito em Prevenção de Perdas no Varejo

Uma entre outras tantas coisas que desejamos proteger é a nossa empresa. Afinal ela é o resultado da união de esforços e de capital investido. Em algumas atividades organizacionais, a segurança patrimonial é considerada estratégica pois, dependendo do prejuízo advindo de um ato criminoso, ele pode determinar a interrupção do negócio. O segmento de varejo tem suas próprias características e peculiaridades e que devem ser consideradas no estabelecimento do efetivo de profissionais de segurança. As perdas, como se sabe, possuem um grande número de causas de diferentes tipos e origens e muitas delas não estão sob os auspícios apenas da segurança patrimonial. Dessa forma, o corpo de segurança tem um importante grau de alcance no controle das perdas, mas definitivamente não é o único. Reduzir e controlar perdas requer uma ampla gama de ações e de profissionais de variadas qualificações.

 
 
 
 

 

 3 – Todas as áreas e colaboradores precisam contribuir com a redução e controle das perdas

Mito ou verdade na Prevenção de Perdas? Não é incomum nos depararmos com empresários que focam seus esforços unicamente no ganho de mercado. Isso é (e sempre será) a maior das prioridades. O que se quer aqui é apenas resgatar um aspecto que muitas vezes se deixa bem lá embaixo da escala de importância: os colaboradores. Defina metas e objetivos para todos profissionais e setores e avalie periodicamente os respectivos desempenhos. Recompensem as boas criatividades e soluções já que não é muito comum aqueles que enxergam os obstáculos positivamente, como chances de aprimoramento.
 


 

4 – A área de Recursos Humanos contribui para a redução das perdas

Mito ou verdade na Prevenção de Perdas no Varejo?

As perdas merecem atenção especial por conta de seu efeito direto no resultado das empresas, principalmente no segmento de varejo. Preveni-las é possível através da integração de alguns processos: tecnologia, treinamentos, indicadores de performance e principalmente de gente. É fundamental que todos os membros de uma organização estejam engajados na batalha de reduzir as perdas em seu dia a dia. Todos os gestores devem tratar com prioridade o fator humano na obtenção de índices satisfatórios. O mercado nos oferece hoje vários tipos de tecnologias de ponta e esse aparato deve estar unido à motivação, capacitação e comprometimento de todos colaboradores e terceiros em prol da empresa. Promovam workshops, envolvam as pessoas nos assuntos de prevenção de perdas, conscientizem os colaboradores, incentivem ações positivas, criem campanhas, quebrem paradigmas, instalem caixas de sugestão, etc.

 
 
 
 

 

5 – Tecnologias são importantes para reduzir perdas e estão mais acessíveis

Mito ou Verdade na redução de perdas no varejo?

No leque de medidas para se reduzir e controlar as perdas está inserido o uso de tecnologia para varejo de maneira integrada. É uma parte essencial para se atingir os resultados esperados e necessários. Não receie investir em tecnologia para reduzir suas perdas. A proteção eletrônica de mercadorias com a utilização de etiquetas variadas integradas a um Circuito Fechado de TV bem projetado, softwares de controle de registro nos caixas, cofres inteligentes, sistemas de alarme e radiocomunicação, têm comprovadamente se mostrado como meios eficientes na inibição e nas ocorrências de ações lesivas ao patrimônio das empresas. São também ferramentas fundamentais na sustentação de defesas em casos de ações judiciais. O melhor ainda é que em termos de investimento essas tecnologias se tornaram ao longo do tempo mais acessíveis e que o retorno é garantido em razão da contribuição que proporcionam no controle das perdas.

 
 
 
 

 

6 – As mercadorias impróprias para venda (trocas) não causam prejuízo, pois são suportados pelos fornecedores

Mito na Prevenção de Perdas no Varejo

Conheci algumas empresas de varejo que culturalmente enxergam o setor ou área de trocas de mercadorias impróprias para a venda como a salvação de todos seus problemas com os produtos. Se numa manipulação ocorreu avarias, mande-as para as trocas. Se foram compradas mercadorias em excesso e essas venceram, mande-as para as trocas. Se os clientes e colaboradores consumiram mercadorias sem autorização, mande-as para as trocas, etc. Li certa vez num site que uma das definições do termo “bacia das almas” era: “O recurso final dos que não tinham quaisquer outros recursos”. Há alguma semelhança com as trocas? Lá permanecem itens por longos períodos e que já foram pagos pela empresa e não se transformaram em dinheiro. Normalmente são excelentes locais para a proliferação de roedores. Há mercadorias de fornecedores que foram descontinuados e por parte deles não há nenhum interesse em retirar tais itens. Geralmente há de se destacar e manter colaborador para tratar essas mercadorias. Não consegui vislumbrar em toda minha carreira um benefício sequer em se mandar mercadorias para a “bacia das almas”. Assim sendo reduzam ou eliminem as causas das trocas.

 
 
 
 
 
 
 

 

7 – Ajuda profissional externa contribui para a redução e controle das perdas

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As diversas atividades diárias que muitos varejistas carregam sobre os ombros acabam por deixar a prevenção de perdas para depois ou então em um plano de ação secundário. Comprovadamente, a área de prevenção se traduz em bons resultados e por isso deve ser dada a necessária importância à mesma. Se falta o domínio sobre quais ações devem ser adotadas e a que tempo, uma boa alternativa é a contratação de consultoria. Ela traz o benefício da expertise, a economia de tempo nas ações, redução de encargos trabalhistas, imparcialidade, etc.

 
 

 

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Topics: Perdas no Varejo