Prevenção de perdas é mandatório para o varejo farma

por Adriano Sambugaro 13-11-2020 10:38
Entre em contato:

revista prevenção de perdas gunnebo 2020

A transformação tecnológica tem sido um tema constante nos últimos anos no varejo farmacêutico. Seguindo as mudanças do varejo, grande parte das tendências está ligada à compreensão da jornada de compra e à valorização humana no mercado consumidor. Pensar no espaço das farmácias como locais mais agradáveis e atraentes para os clientes tem sido uma tônica para a área, mas sem perder de vista a necessidade de investir em tecnologia para gestão da rotina, aprimorando as estratégicas de prevenção de perdas, como mostra a matéria da nova edição da Revista Prevenção de Perdas 2020.

Sérgio Mena Barreto, presidente da Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), destaca que um dos grandes desafios das organizações é compreender a mudança de cultura e passar a integrar os sistemas com mobilidade e disponibilidade em tempo real de soluções sem atrito ao consumidor. Para Barreto, as organizações precisam ter em mente que é importante ter uma liderança com ideias arejadas, entender o erro como parte do aprendizado e sair da estrutura de comando para uma gestão mais biológica.

“O cliente sempre tem de estar no centro de tudo. Para ele, tudo deve parecer simples e fluido, mas isso exige uma complexidade enorme na retaguarda, com redesenho de processos, inovação contínua e desenvolvimento de competências humanas de primeira linha”, Sérgio Mena Barreto, presidente da Abrafarma.

Dentro deste desafio que o varejo farma enfrenta, também é preciso encaixar a importância da redução de perdas. Este investimento em uma gestão mais humana deve estar sempre aliado às tecnologias, para que ferramentas e colaboradores trabalhem em conjunto, favorecendo a segurança e a agilidade no atendimento aos clientes.

Mesmo antes da pandemia, em 2019, o demonstrativo anual de resultados realizado pela Abrafarma em conjunto com a FIA-USP, apontou que para um faturamento de R$ 54,16 bilhões, o resultado líquido da entidade, que reúne 8,3 mil farmácias, pertencentes a 26 grandes grupos, foi de R$ 1,09 bilhão, ou 2,04%. Para Barreto, esse número demonstra a importância de se prevenir perdas de modo ostensivo.

 

VAREJO-FARMA-GRAFICO

“Andamos sempre no fio da navalha: temos um resultado modesto para uma operação gigante. Ganha-se pouco em um grande volume de vendas. Prevenção de perdas, portanto, não é discurso; não é opcional, é mandatório”, afirma o presidente da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto.

A 3ª Pesquisa de Perdas no Varejo da Abrappe apontou que a perda média no setor farma, em 2019, foi de 1,23%, o equivalente a R$ 1,49 bilhão. As quebras operacionais respondem por 69% dos prejuízos, sendo que 71% desse total está relacionado a produtos fora da data de vencimento. Números altos para um setor que fatura pouco mais de 2%, demonstrando o ponto levantado por Barreto de que é mandatório o investimento em uma melhor gestão de lojas e centros de distribuição focados na prevenção de perdas em todo o varejo farma.

 

 

A gestão e o básico bem feito, aliados à inovação, são o tema central que abordamos na Revista Prevenção de Perdas 2020. Além deste artigo, você também poderá conhecer mais sobre gestão de processos em outras áreas do varejo nesta nova edição clicando aqui.

 

rEVISTA