Pesquisas apontam que índice de perdas no varejo aumentou

por Adriano Sambugaro 04/07/2019 16:34
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Talvez uma das pesquisas mais aguardadas pelos profissionais de Prevenção de Perdas seja a Pesquisa ABRAPPE de Perdas no Varejo Brasileiro, que teve seus índices revelados no segundo fórum ABRAPPE. A ansiedade pelo resultado da pesquisa era de que os índices de perdas reduzissem, afinal de contas, temos a tecnologia cada vez mais ao nosso lado. Mas não foi o que aconteceu: os dados apontaram 1,38% de perdas no varejo, índice maior que o de 2018, que era de 1,29%. Olhando apenas a porcentagem podemos não ter a real noção do impacto, mas as cifras do prejuízo são altas. Por ano o varejo deixa de lucrar em média 21,46 Bilhões de reais. Um valor assustador e que precisa ser debatido e combatido com experiência e tecnologia.

Depois de três anos consecutivos em queda, o índice de perdas voltou a crescer

A pesquisa realizada há alguns anos, atingiu novas conquistas nestes últimos resultados: maior número de empresas participantes, mais estados envolvidos e mais setores dispostos a participar do levantamento. Estes diferenciais mostram que a pesquisa está cada vez mais próxima da realidade do varejista brasileiro, o que torna seus resultados ainda mais relevantes para nós.

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Nos três últimos anos, notamos uma queda progressiva dos índices de perdas: em 2015, tivemos 1,40% de perdas, em 2016 registramos 1,32% e em 2017, 1,29%. O resultado de 2019, 1,38%, interrompe estas quedas e nos coloca alertas. Dentre os setores que mais registram perdas, temos o supermercadista, que se mantém no topo devido aos produtos comercializados. Nos supermercados, a chance de perdas por ruptura é maior, elevando o índice e a necessidade de um maior cuidado com a gestão de estoques e gôndolas. O setor de perfumaria também registrou um aumento das perdas. Os outros setores se mantiveram dentro dos índices dos anos anteriores.

O índice de 1,38% é composto de diversos tipos de perdas, mas o que mais se destaca é a perda por quebra ou ruptura. Estoques elevados e vendas tímidas, produtos perecíveis ou mal armazenamento, gôndolas vazias, tudo isso faz parte das perdas por ruptura, como explicamos neste artigo. Para os especialistas, as perdas operacionais, ou seja, por quebra ou ruptura, devem ser tratadas com uma melhor gestão dos processos operacionais e com adoção de tecnologias que ajudem a lidar melhor com a rotina do varejo.

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Mas, além das perdas operacionais, a pesquisa destacou também um tipo específico de perda que, ao ser combatida, pode reverter este índice: as perdas não identificadas, que também aumentaram. Praticamente todos os setores participantes colaboraram com seu aumento. A falta de realização de inventários foi citada na pesquisa, ressaltando que esta atividade muitas vezes não é a realizada pela falta de tecnologia ou orçamento. Como sempre afirmamos, para combater as perdas é preciso, primeiramente, saber de onde elas vêm, quais são suas causas, para aí sim poder pensar estrategicamente e começar a eliminá-las.

O posicionamento final da pesquisa aponta para o investimento em tecnologias que ajudem a voltarmos para a contínua redução dos índices de perdas. Segundo a pesquisa, a aplicação de tecnologias que foquem no cliente, colocando-o no centro da atenção, pode beneficiar diversas áreas do varejo e o departamento de Prevenção de Perdas pode ser o grande responsável pela adoção destas tecnologias. Serviços como monitoramento de frente de caixa, cofres inteligentes, cadeados eletrônicos e contadores de fluxo funcionam não só como ferramentas de prevenção, protegendo de produtos e garantindo a segurança da loja, mas também auxiliam na gestão e no controle das equipes operacionais e de vendas.

 

Para saber mais sobre a pesquisa, consulte o site da Abrappe: http://www.abrappe.com.br/

 

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Topics: Perdas no Varejo, Equipe e Treinamento, O profissional de Prevenção de Perdas, Furtos internos